O franqueador (franchisor)

a) Quem é?

É uma pessoa física ou jurídica que concede e vende a franquia. Ele detém a marca e o know-how (experiência, técnica) de comercialização de um bem ou serviço e cede o direito de utilização desta marca à terceiros, fornecendo condições para viabilizar a franquia.

b) Vantagens

1 - Aumento de rentabilidade e redução de custos
O franqueador beneficia-se dos recursos financeiros do seu franqueado, para expandir a sua rede de industrialização e/ou distribuição. Junta-se a isto, o fato de que com o objetivo de aumentar a sua rentabilidade, o franqueado busca não só atender às recomendações do franqueador, como também o auxilia no controle das despesas.
Ficam evidentes também as vantagens obtidas com as economias de escala, da central de compras e de distribuição do franqueador, já que as compras aumentarão de quantidade, reduzindo os seus custos. No que refere-se à distribuição, deve-se ficar atento à logística de transporte e à localização de suas centrais de distribuição.

2 - Rapidez na expansão
Contando com o capital e a força de trabalho de cada franqueado para a instalação e operação das respectivas unidades de ponto de venda, torna-se possível a ampliação da rede de pontos de varejo, em um ritmo muito mais veloz do que aquele que o franqueador poderia alcançar caso dependesse apenas de recursos próprios.

3 - Cobertura geográfica mais abrangente e mais eficiente
A ampliação da rede de franqueados, com o conhecimento específico de cada mercado, garante ao franqueador a ocupação de novos territórios geralmente muito diferentes entre si. Por isso, seria praticamente inviável a administração e operação direta de unidades distribuídas por um país de dimensões continentais como o Brasil.


 

4 - Alta motivação dos franqueados
É evidente a grande motivação presente no franqueado, cujo sucesso do negócio depende de seu próprio trabalho e de sua eficiência. Situação bem diferente daquela vivida pelos funcionários diretos de um franqueador, que sendo empregados regulares, nem sempre tem a mesma motivação.

5 - Mercado garantido para seus produtos e serviços
Como, normalmente, os franqueados somente podem comercializar, em suas respectivas unidades, produtos e serviços fabricados, comercializados, licenciados ou autorizados pelo seu franqueador, este tem nos próprios franqueados, os maiores interessados na promoção desses produtos e serviços, garantindo desta forma o seu mercado. Além disso, no ponto de venda, seus produtos e serviços não estarão dispostos lado a lado com os respectivos concorrentes e serão apresentados ao consumidor final na forma e no ambiente idealizados e definidos pelo próprio franqueador.

6 - Fortalecimento da marca
Partindo do princípio de que cada ponto de venda funciona como uma combinação entre "outdoor" e "showroom", eles irão contribuir para a divulgação da marca do franqueador e também para fortalecer a imagem institucional dos respectivos pr>  

5 - Aumento nos custos de formatação e supervisão
A necessidade de manutenção dos sistemas de controle e supervisão de uma rede de unidades franqueadas, aumenta a medida que esta mesma rede cresce.
Haverá a necessidade de uma atualização permanente nos manuais de operação, devido as constantes mudanças no comportamento do mercado e atualização na informatização da rede, a fim de manter a eficácia do sistema.
As trocas de informações através de uma supervisão eficiente deverão ser constantes, a fim de que os eventuais desvios operacionais possam ser corrigidos rapidamente, sem que haja um prejuízo para a rede.

6 - Perda do sigilo
Apesar da necessidade da transferência do know-how do franqueador para a viabilização do negócio de seus franqueados, nem todos os segredos podem ser fornecidos. Algumas operações consideradas chave, e outras vitais para o sistema, como compras de fornecedores especiais, tecnologia do seu sistema de produção e algumas vantagens obtidas por seu esforço pessoal, devem ser mantidas sob sigilo.

7 - Risco de desistência
Para manter-se no negócio o franqueado terá como motivação principal o lucro, além de sua realização profissional a frente de seu próprio negócio. Caso ocorra uma diminuição na rentabilidade e lucratividade de sua franquia, não prevista no cálculo de retorno de investimento, o franqueado poderá pensar numa eventual desistência, a medida que considerar-se prejudicado.
Isto poderá trazer sérios problemas para o franqueador, pois seu ex-franqueado poderá tornar-se um concorrente potencial de sua rede.


 

8 - Perda de liberdade
A partir do momento que a empresa passa a trabalhar com franqueamento, para a introdução de uma nova linha de produtos e/ou serviços, assim como alterações significativas nas características básicas do negócio, será necessário o convencimento dos franqueados. Para tal convencimento, além de testes iniciais nas unidades-piloto da própria rede, para a comprovação da eficácia do novo produto e/ou serviço, haverá também a necessidade da demonstração de sua viabilidade econômica. A partir daí, os franqueados passarão a confiar no novo lançamento e poderão implantá-lo em seus pontos de vendas, sem restrições.

9 - Risco de uma seleção inadequada
Um dos processos mais delicados num franqueamento, é o processo de seleção dos franqueados. A fim de manter um bom conceito da marca no mercado, o franqueado deve estar permanentemente motivado, para que o bom atendimento e a prestação de serviços adequada predomine, garantindo o sucesso do empreendimento.
Por isso, é fundamental que o franqueador possua um sistema de recrutamento e seleção de seus franqueados muito bem planejado, evitando assim prejuízos futuros decorrentes de uma escolha errônea.

10 - Perda de padronização
A perda de padronização só ocorrerá nas redes que não mantiverem um controle rígido sobre os produtos oferecidos. Algumas vezes o franqueado procura diversificar sem respeitar a padronização e os produtos oferecidos pela rede, podendo trazer sérios danos à imagem da marca e à reputação do franqueador.