Portaria SIT nº 209, de 4 de Maio de 2011
- DOU de 05.05.2011 -
Altera as Portarias SIT n.º 121/2009 e n.º 126/2009, prorroga o prazo de
validade de Certificado de Aprovação de Equipamentos de Proteção Individual -
EPI e dá outras providencias.
A SECRETÁRIA DE INSPEÇÃO DO TRABALHO, no uso das atribuições conferidas pelo
art. 14, inciso II, do Decreto n.º 5.063, de 3 de maio de 2004 e em face do
disposto no item 6.9.2 e na alínea ″c″do item 6.11.1 da Norma Regulamentadora
n.º 6, aprovada pela Portaria MTb n.º 3.214, de 8 de junho de 1978, resolve:
Art. 1º Incluir o Art. 4A na Portaria SIT n.º 126, de 02 de dezembro de 2009.
″Art. 4A Para emissão ou renovação de CA de equipamento de proteção individual
conjugado cujos dispositivos são fabricados por empresas distintas, o requerente
deverá apresentar:
I.Cópias autenticadas com firma reconhecida em cartório:
a)de declaração do fabricante detentor do CA do dispositivo que será conjugado
com o equipamento do requerente, autorizando a utilização do seu dispositivo
para a fabricação do equipamento conjugado;
b)do contrato social do fabricante detentor do CA do dispositivo que será
utilizado para fabricação do equipamento conjugado; .
c)do relatório de ensaio emitido por laboratório credenciado pelo DSST
comprovando a eficácia das conexões e junções.″
Art. 2º O Anexo I da Portaria SIT n.º 121, de 30 de setembrode 2009, passa a
vigorar com as seguintes alterações:
″1.3 ............................................
a)capacete para combate a incêndio.
..........................................................
1.3.2.2 Serão aceitos, em caráter excepcional e temporário, até 30 de junho de
2012, os resultados de ensaios realizados de acordo com a Norma ASTM F 1506-08,
ASTM F 1930-08 e ASTM D 6413-08 pelos laboratórios:
.............................................................
1.3.4 Os ensaios laboratoriais dos EPI devem ser realizados prioritariamente em
laboratórios nacionais credenciados pelo DSST.
1.3.4.1 Além das situações previstas nesta Portaria, serão aceitos relatórios de
ensaio ou declaração de conformidade realizada no exterior, em caráter
excepcional, somente nos casos em que não haja laboratório nacional credenciado
pelo DSST apto para a realização dos ensaios.
...............................................
2.4.1 Os equipamentos de proteção individual conjugados, tais como calçado +
vestimentas ou luvas + vestimentas para proteção contra agentes meteorológicos,
água e químicos, devem ter suas conexões e junções avaliadas de acordo com os
requisitos estabelecidos no Anexo B da norma ISO 16602:2007.
2.4.1.1 Somente é permitida a emissão de CA para os equipamentos de proteção
individual conjugados indicados no item 2.4.1 quando seus dispositivos forem
destinados à proteção contra o mesmo risco.″
Art. 3º O anexo II da Portaria SIT n.º 121, de 30 de setembro de 2009, passa a
vigorar com as alterações indicadas no quadro Anexo a esta Portaria.
Art. 4º Os Certificados de Aprovação - CA dos Equipamentos de Proteção
Individual - EPI terão sua validade prorrogada, conforme disposto a seguir:
I.EPI destinados a proteção contra agentes térmicos (calor) e chamas, exceto
arco elétrico, fogo repentino e combate a incêndio, que estão válidos até
30/04/2011 e cujas amostras aguardam a realização de ensaios pelo laboratório
credenciado pelo DSST, serão prorrogados para a data prevista para conclusão dos
ensaios, acrescida de 60 dias;
II.EPI destinados a proteção contra riscos químicos (industrial e agrotóxico),
que estão válidos até 07/06/2011 e cujas amostras forem recebidas para análise
até dia 20/05/2011 pelos laboratórios credenciados pelo DSST, serão prorrogados
para a data prevista para conclusão dos ensaios, acrescida de 60 dias;
III.EPI destinados a proteção contra agentes térmicos (calor) e chamas,
utilizados no combate a incêndio, que estão válidos até 07/06/2011, serão
prorrogados para 07/06/2012;
IV.EPI destinados a proteção contra agentes térmicos (calor) e chamas
provenientes do arco elétrico e/ou fogo repentino, que estão válidos até
07/06/2011, serão prorrogados para 31/12/2011.
§ 1° Os laboratórios credenciados devem encaminhar lista com o número do CA e a
previsão para conclusão dos ensaios para o DSST.
§ 2° Os CA enquadrados nas situações elencadas nos incisos acima terão sua
validade prorrogada no sistema CAEPI e serão disponibilizados para consulta no
endereço eletrônico http://www.mte.gov.br, não sendo emitido novo documento.
Art. 5º Estabelecer procedimentos transitórios para fins de renovação dos CA dos
EPI destinados a proteção contra agentes térmicos (calor) e chamas, provenientes
do arco elétrico e/ou fogo repentino.
I.Para a renovação dos CA dos EPI destinados a proteção contra agentes térmicos
(calor) e chamas, provenientes de arco elétrico e/ou fogo repentino o fabricante
ou importador cadastrado deve apresentar:
a)solicitação de renovação do CA protocolada no MTE até 31/ 08/ 2011;
b)memorial descritivo do EPI, contendo as informações indicadas no inciso II do
art. 4º da Portaria SIT n.º 126, de 02 de dezembro de 2009;
c)fotografias coloridas do EPI e do local de marcação do CA no EPI, capazes de
demonstrar, nos ângulos necessários, os detalhes do equipamento;
d)cópia autenticada e tradução juramentada de documento emitido por laboratório
de ensaio do exterior, que atenda as exigências indicadas no item 1.3 do Anexo I
da Portaria 121/2009, indicando o tipo de EPI, com seu respectivo CA, a norma
técnica de ensaio aplicável e a data prevista para conclusão dos ensaio.
Art. 6º Esta portaria entra em vigor na data de sua publicação.
VERA LÚCIA RIBEIRO DE ALBUQUERQUE
ANEXO
|
Equipamento de Proteção Individual - EPI |
Enquadramento NR-6 - AnexoI |
Norma Técnica Aplicável |
Especificidades |
|
CAPUZ OU BALACLAVA |
Riscos de origem térmica (ca-lor) e chamas |
EN 13911:2004 |
Combate a incêndio |
|
VESTIMENTA PARA PROTECAO DO TRON-CO |
Riscos de origem térmica (ca-lor) e chamas |
EN 469:2005 |
Combate a incêndio de es-truturas |
|
Riscos de origem térmica (ca-lor) e chamas |
ISO 15614:2007 |
Combate a incêndios flores-tais |
|
|
Riscos de origem mecânica |
ISO 11611:2007 ou altera-ção posterior |
Agentes abrasivos e esco-riantes. |
|
|
Riscos de origem mecânica |
ISO 13998:2003 |
Riscos provocados por cor-tes por impacto provocadopor facas manuais. |
|
|
Riscos de origem meteorológi-ca (água) |
EN 343:2003 + A1:2007 ou alteração posterior |
|
|
|
LUVA |
Agentes cortantes e perfuran-tes |
EN 420:2003 + EN 388:2003 ou alteração pos-terior |
|
|
AFOR NF.S.75002/187 ouISO 13999-1:1999 ou ISO 13999-2:2003 ou alteraçãoposterior |
Para luvas em malha de aço e outros materiais alter-nativos |
||
|
Agentes térmicos (calor e cha-mas) |
EN 659:2003 + A1:2008 |
Combate a incêndio |
|
|
MANGA |
Agentes cortantes e perfuran-tes |
ISO 11611:2007 + EN388:2003 ou alteraçãoposterior |
Corte e perfuração |
|
ISO 13999-1:1999 ou ISO 13999-2:2003 |
Contra cortes e golpes porfacas manuais |
||
|
CALÇADO |
Agentes térmicos (calor) |
ISO 20349:2010 |
Riscos térmicos e salpicosde metal fundido. |
|
PERNEIRAS |
Agentes abrasivos e escorian-tes |
ISO 11611:2007 ou altera-ção posterior |
|
|
Agentes cortantes e perfuran-tes |
ISO 13998:2003 |
|
|
|
CALÇA |
Agentes térmicos (calor e cha-mas) |
EN 469:2005 |
Combate a incêndio de es-truturas |
|
ISO 15614:2007 |
Combate a incêndios flores-tais |
||
|
MACACÃO |
Agentes térmicos (calor) |
EN 469: 2005 |
Combate a incêndio de es-truturas |
|
ISO 15614:2007 |
Combate a incêndios flores-tais |